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Resumo da Proposta Curricular do Estado de São Paulo

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Tive que realizar um resumo da Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), então gostaria de compartilhar aqui caso haja interessados em ler... Vale ressaltar que essa é apenas a Introdução da proposta não abordei no resumo as áreas de conhecimentos.

A apresentação da Proposta Curricular do Estado é dividida em IV “Princípios para um currículo comprometido com o seu tempo”. Nessa divisão há os seguintes tópicos: “Uma escola que também aprende”; “O currículo como espaço de cultura”; “As competências como referência”; “Prioridade para a competência da leitura e da escrita”; “Articulação das competências para aprender” e “Articulação com o mundo do trabalho” cada tópico ressaltando uma parte importante para implementação do currículo.

Em um primeiro momento, a Proposta Curricular apresenta duas iniciativas complementares de fomento ao desenvolvimento curricular. A primeira é “realizar um amplo levantamento do acervo documental e técnico pedagógico existente”, já a segunda é “iniciar um processo de consulta a escolas e professores, para identificar, sistematizar e divulgar boas práticas existentes nas escolas de São Paulo”. Nesses dois primeiros objetivos a Proposta pretende “garantir a todos uma base comum de conhecimentos e competências”, como é citado na página 3.

A Proposta Curricular prevê a elaboração dos seguintes objetivos: priorizar a competência da leitura, tendo a escola como um espaço de cultura e de articulação de competências ; integrar um segundo documento de Orientação para gestão do Currículo na Escola; garantir o Projeto Político Pedagógico da escola e fornecer aos professores um caderno especializado na orientação de trabalho das habilidades e competências de cada disciplina.

Para encarar os desafios contemporâneos a Proposta Curricular visa trabalhar na qualidade da educação, tendo em vista que “em um mundo no qual o conhecimento é usado de forma intensiva, o diferencial será marcado pela qualidade da educação recebida”. Outro ponto destacado da Proposta é a “importância da permanecia na escola”, já que a precocidade da adolescência é um fator ressaltado.

 

I. Uma escola que também aprende

Intendendo a aprendizagem como uma troca entre professor(a) ? estudante ? escola, tanto o professor(a) quanto a escola devem estar dispostos a aprender a ensinar, aceitando que o conhecimento coletivo é maior que a soma dos conhecimentos individuais. Assim deve-se formar um trabalho colaborativo de uma “comunidade aprendente” que só é possível com a compreensão dos gestores e participação dos magistrados.

II. O currículo como um espaço de cultura

Tendo uma visão de currículo como “expressão de tudo o que existe na cultura cientifica, artística, e humanista transposto para uma situação de aprendizagem e ensino” as atividades “extracurriculares” devem ser compreendidas como atividades escolares, por tanto, curriculares. Nessa concepção de currículo a atividade lúdica, além de necessária, deve ser elaborada pedagogicamente integrada ao currículo.

III. As competências1 como referências

Somando as competências e habilidades, que devem ser trabalhadas durante o transcorrer de cada disciplina e atividade escolar ao longo dos anos, os(as) estudantes possuíram bases para compreender, propor explicações e realizar análise crítica da leitura de mundo. Formando a seguinte tríade: a) o adolescente e as características de suas ações e pensamento; b) o professor, suas características pessoais e profissionais e a qualidade de suas mediações; e c) os conteúdos das disciplinas e as metodologias para seu ensino e aprendizagem.

Assim como as competências e habilidades necessitam de um processo para serem elaboradas e aplicadas, a Proposta Curricular prevê um momento de transição, pelo qual estamos passando. A transição da cultura do ensino para a da aprendizagem não é um processo individual, mas sim coletivo, incluindo gestores e professores.

Houve um tempo em que a educação escolar era referenciada no ensino – o plano de trabalho da escola indicava o que seria ensinado ao aluno. Essa foi uma das razoes pelas quais o currículo escolar foi confundido com um rol de conteúdos disciplinares. A Lei de Diretrizes e Bases – LDB (lei 9394/1996) deslocou o foco do ensino para o da aprendizagem, e não e por acaso que sua filosofia não e mais a da liberdade de ensino, mas a do direito de aprender.

IV. Prioridades para a competência da leitura e da escrita

“A linguagem é um sistema simbólico” partindo desse principio se destaca a importância, e prioridade, na competência da leitura e da escrita. Representar, comunicar, expressar, compreender e agir sobre essa sociedade só é possível caso haja domínio sobre esse sistema simbólico. Para ratificar a importância dessa competência ela é dividida em duas fases: a da criança, na qual as crianças realizam e compreendem ao falar, pensar ou sentir, mas não sabem ainda tratar o próprio agir, pensar ou sentir como uma forma de linguagem, sendo na da adolescência o momento em que o agir, pensar ou sentir se tornara possível e transformará o ser humano em um ser de linguagem, em sua expressão mais radical. Em outras palavras, gracas a linguagem, agora constituída como forma de pensar e agir, o adolescente pode raciocinar em um contexto de proposições ou possibilidades, pode ter um pensamento combinatório, pode aprender as disciplinas escolares em sua versão mais exigente, pode refletir sobre os valores e fundamentos das coisas.

V. Articulação das competências para aprender

“A escola hoje já não é mais a única detentora da informação e do conhecimento, mas cabe a ela preparar seu aluno para viver em uma sociedade em que a informação é disseminada em grande velocidade.” Partindo desse princípio o professor atualmente não deve se caracterizar como um profissional do ensino, e sim, como um profissional da aprendizagem, fazendo valer a expressão “educar para a vida”. Por isso a Proposta Curricular adotou como competências as formuladas no referencial teórico do Enem, que são basicamente:

  1. “Dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e cientifica”.

  2. “Construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos históricos-geográficos, da tecnologia e das manifestações artísticas”.

  3. “Selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema”.

  4. “Relacionar informações, representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente”.

  5. “Recorrer aos conhecimento desenvolvidos na escola para elaborar propostas de intervenções solidárias na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural”.

VI. Articulação com o mundo do trabalho

Baseando-se na na Lei de Diretrizes e Bases, nas normas das Diretrizes Curriculares Nacionais, e nas recomendações do Parâmetro Curriculares Nacionais podemos dividir esse tópico em:

Compreensão do significado da ciência, das letras e das artes:

O aluno deve construir as competências (já explicadas anteriormente) para reconhecer, identificar e ter visão crítica daquilo que é próprio de uma área de conhecimento, e, a partir desse conhecimento, avaliar a importância dessa área ou disciplina em sua vida e em trabalho. A interdisciplinariedade é fundamental na constituição desse currículo, tendo, como exemplo, as seguintes questões:

  1. Que limitação e potenciais têm os enfoques próprios das áreas ?

  2. Que práticas humanas, das mais simples às mais complexas, têm fundamento ou inspirações nessa ciência, arte ou área de conhecimento ?

  3. Quais as grandes polêmicas nas varias disciplinas ou áreas de conhecimento ?

A relação entre teoria e prática em cada disciplina do currículo

Como possibilidade de atuar com a teoria e prática em sala de aula, melhorando assim a qualidade da disciplina, é retomar a discussão epistemológica da disciplina. A questão ou necessidade que levou à construção de um conhecimento naquela área pode colaborar com o aluno na sua compreensão da disciplina.

 

As relações entre educação e tecnologia

A tecnologia surge no currículo, desde a LDB, com duas acepções complementares:

  1. Como educação tecnológica básica

  2. Como compreensão dos fundamentos científicos e tecnológicos da produção

A primeira seria uma “alfabetização tecnológica” que inclui tanto aprender a lidar com o computador como a relação social com o computador.

No segundo ponto é colocado a relação técnica entre sociedade e tecnologia, principalmente no correspondente a produção e os processos pelos quais a humanidade produz os bens e serviços de que necessita para viver.

A prioridade para o contexto do trabalho

Na tentativa de dar a real importância que o trabalho, e sua concepção filosófica, teve de influencia na construção da sociedade atual, este tópico complementa a necessidade de fundamento teórico e prático do discurso. “A relação entre teoria e prática em cada disciplina do currículo, como exige a lei, não pode deixar de incluir os tipos de trabalho e as carreiras profissionais aos quais se aplicam os conhecimentos das áreas ou disciplinas curriculares. Em síntese, a prioridade do trabalho na educação básica assume dois sentidos complementares: como valor, que imprime importância ao trabalho e cultiva o respeito que lhe devido na sociedade, e como tema que perpassa os conteúdos curriculares, atribuindo sentido aos conhecimentos específicos das disciplinas”.

O contexto do trabalho no Ensino Médio

“À medida que a tecnologia vai substituindo os trabalhadores por autômatos na linha de montagem e nas tarefas de rotina, as competências para trabalhar em ilhas de produção, associar concepção e execução, resolver problemas e tomar decisões tornam-se mais importantes do que conhecimentos e habilidades voltados para postos específicos de trabalho”. “Isso supõe um outro tipo de articulação entre currículos de formação geral e currículos de formação profissional, em que

o primeiro encarrega-se das competências básicas, fundamentando a constituição das mesmas em conteúdos, áreas ou disciplinas afinadas com a formação profissional nesse ou em outro nível de escolarização. E supõe também que o tratamento oferecido às disciplinas do currículo do Ensino Médio não seja apenas propedêutico nem tampouco voltado estreitamente para o vestibular”.

 

1“Competências, neste sentido, caracterizam modos de ser, raciocinar, e interagir que podem ser depreendidos das ações e das tomadas de decisões em contextos de problemas, tarefas ou atividades”

 

 

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